Sagaz com os hipócritas – LC Blog

Sagaz com os hipócritas

Basta que estudemos um pouquinho e já nos sentimos preparados para lutar pela Igreja, fazendo um papel apologético. Encontramos um camarada na rua que diz que somos lunáticos, que acreditamos num homem invisível gigante, que nos vê desde o alto e nos castiga quando fazemos coisas ruins. Nosso sangue ferve e ficamos nervosos e como um gladiador com a espada a mão estamos prontos para mandar ao chão nosso adversário. Mas, realmente vale a pena?

Não se trata de economizar saliva, ou de preguiça. Mas das discussões que se vê entre crentes e ateus, algumas vezes se convertem em um tipo de show, chamando a atenção de muitos, mas que perdem o sentido em relação com a busca da verdade. Defender nossa fé é algo necessário, mas devemos criar certo sexto sentido, para contra quem vamos defender. Porque a intenção do nossos adversários podem ser justamente a de chamar a atenção e ridicularizar-nos.

Para que uma discussão seja realmente algo frutuoso, deve haver um abertura de ambos lados. Isso não significa duvidar daquilo que esta defendendo. Existe uma abertura a verdade que se deve dar em ambos lados. Devem aceitar que não conhecem nem possuem toda a verdade, assim poderá existir algo do outro que posso descobrir e aprender.

Quem nega a existência de Deus, faz por um motivo e embora a negação seja falsa, os motivos podem ser verdadeiros, mesmo não sendo válidos. A exemplo: o sofrimento pode ser um dos motivos para a negar a existência de Deus. Não é valido como argumento, mas é verdadeiro enquanto a motivação. Nossa pergunta a seguir será, por que a experiencia do sofrimento o leva a negar a Deus?

Pode faltar-nos essa abertura e somos avezes muito “ignorantes” no modo de argumentar. Saber que o homem possui a capacidade para a verdade é saber, que o outro a pode ter em parte, que ainda não se conhece. Do contrario assumir uma postura arrogante, que busca somente mudar a opinião do outro, nos faz cair em vários erros.

Uma vez que damos por pressuposto nossa abertura para uma discussão, não é certo que o outro possui a mesma abertura. Porem é difícil julgar a intenção do outro, mas podemos tentar captar alguns sinais que indicam a falta de abertura.

O primeiro passo é analisar qual é a tese que o outro busca provar. Se o que busca são respostas para sua visão subjetiva, então será difícil aceitar outra visão. Existem pessoas que não conseguem dar uma passo fora de si mesmas e ver com maior objetividade. Querer entender a própria dor com uma explicação genérica, quando se tem de pressuposto que você nunca poderá compreender a dor que ele sente. No fundo o que estas pessoas querem, não é discutir, mas manifestar sua dor, insatisfação ou tristeza. Neste caso não se recomenda um debate. Mas se deve guiar a pessoa a sair da bolha dos seus sofrimentos.

Um segundo passo seria, sondar quais são os argumentos que o outro considera válido. No caso de positivistas, que desejam uma resposta empiricamente comprovada, que consideram qualquer outro tipo de prova ou argumento inválido. Discutir sobre a existência de Deus, se torna impossível, porque este não são os argumentos para sua discussão.

Neste caso, quando vemos que está fechado com um só tipo e possibilidade de resposta, que te condiciona a negar aquilo que tem por verdadeiro. Não se recomenda um debate. Se algo pode fazer, é buscar em seus tipos de argumentos, insuficiências para responder outras perguntas, e assim tentar justificar sua mudança argumentativa.

Algo semelhante pode suceder com um diverso tipo de compreensão lógica. Por isso, antes de ir as argumentações próprias para provar sua tese. se deve verificar com perguntas, qual é o tipo de epistemologia com a qual julga seus argumentos.

Pode ser o caso de que esta pessoa teve a mente formada em um ambiente relativista. Deste modo seria difícil para ela entender princípios ou critérios fixos, com os quais se fará uma dedução da resposta que ambos buscam. Noções universais, como a verdade e o bem, devem servir de base para construir uma discussão frutuosa. Do contrário estaria jogando com palavras e falando de coisas diversas, sem nunca chegar a um comum acordo. Definir e esclarecer bem os termos usados é um passo importante.

Se por fim vemos que existem uma abertura no campo lógico, a qual vale a pena discutir. Ainda resta outros sinais. Pode existir certa malícia. Comumente usam falácias para atacar, não seus argumentos, mas a quem argumenta. Não se referem ao diz, mas a pessoa. Exemplo: Deus existe porque sem ele nada existiria. E  o outro responde, você é ainda muito jovem e não sabe de nada. Outras mas, frequentes são insultos e ofensas.

Neste ultimo caso tampouco se recomenda uma discussão. E penso que se não for por iluminação que faça aparecer uma boa resposta para defender sua posição e calar o opositor, ignorar seria o melhor. Mas sempre tratar com respeito, não usar dos mesmos argumentos do adversário. Trocar ofensas não se recomenda, porque de fato estaria ganhando o adversário, sem mesmo fazer nenhum esforço. Querem denunciar seu comportamento histérico e tirar da racionalidade.

Para não terminar de modo negativo. podemos supor um personagem coerente em sua busca pela verdade. e que mesmo não sendo crente, quer conhecer as razões pelo qual eu acredito em Deus. Pode ao final não aceitá-las. porem enxergará que não se trata de algo irracional, mas que damos muitas razões de nossa fé. Por outro lado cresço também eu como fiel, ao ver as diversidades de opiniões sobre minha fé e própria humanidade.

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