Resistência e Perseverança

Para todos que lutam por um mundo melhor, e levam dentro de si este herói. O golpe letal do inimigo pode ser algo mais lento e frio. Quem sabe não tão terrível como um exército. Mas um inimigo que vem no silêncio e na escuridão da noite, como neblina que cega. A frustração daqueles que desejam com ardor a salvação dos que ama, em sentir que o mundo parece estar girando ao contrário, é a arma mas perigosa. Mas conservar a esperança fazendo memoria do fervor do nosso chamado a missão, é nossa fortaleza. Pois Aquele que nos guia, vive.

O homem por estar submetido ao tempo, tende a impaciêcia, quer as coisas de modo rápido e seus combates pessoais, se arriscam a derrota quando se extende por muito tempo. Um momento rápido de luta, de dificuldade e de sofrimento, podemos superar com uma grande dose de energia.  Um ato de fé e amor, nos tira da posição de derrota e nos faz vencedor. Porém o enemigo conhece e sabe que é na insistência que ganhará terreno, vendo-nos fortes mas inconstantes.

40 anos de espera no deserto, foram mais difícil do que lutar a mãos limpas contra o exército do faraó. Noite após noite, sendo assolado pelo medo e a insegurança de um novo dia, se remoê como repetições amargas e sem sentido em seus corações. E as perguntas sem respostas começam a fazer parte de uma filosofia enganadora, uma imanência total, como um carma que nos tira da realidade e nos deixa como cegos tateando o chão.

Assim termina de modo ruim coisas boas. Matrimônios, Sacerdócios e diversos tipos de consagrações, projetos solidários e até mesmo a própria pessoa desaba diante da injustiça e do sofrimento do mundo. O sentimento de impotência é aterrador. Como o Sentinela cujo o único trabalho é estar na torre, esperando a aurora. Nas trevas seu trabalho se oculta, nas sombras o inimigo esta por todos os lados. Mas se ele, deixando desesperar-se pela escuridão, descesse da torre, quem anunciará a aurora?

Perguntas reflexivas que na noite penetra o fundo da alma, atormentam com dúvidas o que era certo. Haverá aurora? Até quando esperaremos? E tentando contar as inumeráveis horas de espera, se deixa convencer de que o Sol não existe ou se existe não quer aparecer.

Mas quem enviou este Sentinela para o alto da torre? Acaso não sabia o que estava fazendo? Sim, não só sabia, mas quem o enviou tinha visto o Sol frente a frente. E o Sentinela foi enviado por Ele, não só pela esperança do nascer no Sol, mas na certeza. O Guardião deve apoiar sua esperança naquele que o enviou. Porque, por mais longa que seja a noite, por mais interminável pareça o sofrimento, o Sol nascerá e nos alegraremos com a aurora e a vinda do nosso salvador.

Cristo é o brilhar de um novo dia para a humanidade ferida, e que nos renova a esperança. E num tramontar futuro,  quando nosso espírito estiver na tribulação, aturdido pela espera, conservemos a força e o vigor para seguir em pé. Devemos fincar a lança no chão, ajeitar o escudo e a armadura, e dizer: daqui eu não vou sair, até que chegue o Rei dos reis . Até que eu veja a aurora.

 

 

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