Mamãe, sonhou comigo?

Existem sonhos e sonhos, e podemos falar sobre eles em dois modos. O primeiro é mais comum, são aqueles sonhos que temos durante a noite que de alguma forma podem inclusive representar nossos desejos mais íntimos, mas também podem ser condicionados por outros fatores como, medos, traumas ou uma forte impressão que podem influenciar tais sonhos. Mas existem aqueles que tomam conta de nossa mente durante o dia. Que tira a atenção de coisas importantes, distraindo-nos. Estes são preciosos e quase constitutivos, como motivações de nossa própria vida.

Nos anos 90 quando se perguntava a uma garota de 16 anos, qual era seu sonho, quase sempre era possível adivinhar. Casar, ter sua própria família, incluso dizia logo a quantidade de filhos que gostaria de ter. Estes sonhos eram as motivações de muitas jovens. E para realizar estes sonhos, elas aprendiam com suas mães, a serem mães.

Não tenho a intenção de entrar em uma luta dos sexos, algo que considero desnecessário para dois indivíduos que buscam uma mesma coisa, que é bem da própria família. Gostaria de analisar, porque a mesma pergunta sobre o sonho pessoal, feito nos tempos de hoje não inclui algo tão essencial á pessoa humana, que no caso da mulher é a maternidade?

Se hoje, fizéssemos esta mesma pergunta a uma jovem de 16 anos, pensaria logo em sua carreira profissional. Depois quem sabe, no que chamamos sonho de consumo, ou seja, um objeto de desejo (Carro, Casa, Apartamento, Viagens) e finalmente considerando as circunstâncias e encontrando alguém especial, ter uma família, casar e ter filhos. Também estes sonhos podem ser propostos como um modo auto-realização social.

Quais são os teus sonhos mulher?

Reduzem seus sonhos a coisas acidentais. A sociedade atual de algum modo, plastificou os desejos de muitas jovens. Por meios de estímulos e propagandas, mudaram os íntimos desejos de seus corações.

Tanto Mulheres como Homens já não buscam um ideal comum, vivido segundo a natureza do amor, mas buscam uma plastificada ideia de pessoa. Uma pessoa produtora de si mesmo e consumidora do mundo. Perpetua sua existência não por meio do amor a família e as gerações futuras. Mas criando um clone de si, um eco propagandístico, um legado histórico, ou simples memória.

Como uma pessoa que viveu inteiramente para escrever um livro ou um conjunto deles, sobre um tema importantíssimo. No fim, valeu apena uma vida gasta em tal projeto?

Então, Mamãe não poder ser professora ou médica? Claro que sim, porem deve estar consciente de que atribuir o verbo “ser” a uma profissão e a maternidade são dois níveis totalmente diferentes. Não existe coisa pior como filho, saber que frustrou a carreira de sua mãe com seu nascimento.

Viver para escrever livros ou inventar trecos eletrônicos. De igual modo os homens não podem deixar que o trabalho e a necessidade de ganhar dinheiro sobre passe sua paternidade, o que lhe constitui como cabeça da família e parte importante da sociedade.

Não existe uma contraposição entre a família e a colaboração social. Tudo o resto vai dirigido para este grande projeto familiar. Ter casa, carro, estabilidade econômica, inclusive deixar um legado, e muitos outros projetos secundários são motivados pelo amor á família.

Mamãe tem casa, trabalho, carro, diploma universitário, porque tem uma família, por que sonhou com ela antes de todas essas coisas. Mamãe só pode ser verdadeiramente tudo isso, porque mamãe sonhou comigo.

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