Como te fazer entender?

Momentos de grande tristeza e desolação podem nos fazer perder a fé no amor humano. A grande angustia de quem não conhece modos de expressar seu amor e sofre, não pela ingratidão, mas pela incompreensão do outro. Fenômenos como a depressão ou o isolamento faz criar uma barreira quase intransponível que faz sofrer quem de fora desta barreira, ama com todas as forças.

Como posso demonstrar meu amor?

Talvez seja mais difícil que todas as provas apodíticas juntas. Mesmo que todos os cientistas do mundo se empenhassem a estudar e investigar a fundo as possíveis provas do amor humano, ao se depararem com essa aporia sem solução cairia na tentação do desespero. Talvez no sincero desespero de que apareça evidente ficam repetindo o quanto ama, como uma tautologia. “Amo porque amo, amo por amor”.

Que coisa é essa que nos faz sofrer até o ponto de duvidar de nos mesmo?  Quando da pessoa amada não se recebe a resposta de quem é amado com tanta força existencial, parece tortura. É um impacto tão forte que aquele que ama se pergunta se o amor é realmente autentico, se realmente é possível amar. Perdemos o ponto de medida do amor, ficamos desnorteados com um sabor quase egoísta que tem nossos afetos. Pensamos muitas vezes que amamos a nós mesmos nos outros, quando simplesmente desejamos um sorriso de quem amamos.

Quando alguém que amamos muito sofre depressão, nos damos conta das impotências no momento de transmitir nossos sentimentos. Parece que nada chega ao coração que sofre. Ficamos pensando em mil provas ousadas de amor, mas nenhuma delas teria o poder de abrir o coração de quem eu amamos, de quem sofre por falta de amor e padece a tristeza. Abrir o coração e infiltrar uma luz de verdade. Verdade do meu amor, “eu” não posso garantir o amor de outros, mas o meu próprio. Amor que deveria dar uma constante segurança e firmeza. Esperança no dia de amanhã.

Se eu digo que te amo e confesso meu amor, parecerá repetitivo e chato, algo irritante e forçado. O obvio será interpretado por ironia ou hipocrisia. Como convencionalismo de quem busca viver as regras do mundo, um dever social. “Deve e tem que dizer que me ama e por isso o diz?” Não, não é assim, mas não sei como explicar de outro modo e nem com outras fórmulas. O que eu poderia dizer para fazer você acreditar que amo com liberdade? Não por preceitos morais ou dever de pessoa, filho ou irmão.

Ainda depois deste desabafo continuo sem um modo perfeito e mesmo sendo mal interpretadas minhas ações, sigo repetindo que “te amo”. Parece que não tem outro jeito. Deixar de amar não é nem uma remota opção.

O mundo quis institucionalizar e industrializar o amor. Mas por meio de uma falsificação do amor. Porque o amor autentico não pode ser negociado é sempre gratuito. Infelizmente hoje como nas obras de artes, achamos que todo amor é uma cópia. E nos acostumamos tanto com as falsificações que quando estamos diante de uma obra original, não vemos a diferença ou somente depois de um tempo e por meio de um olhar experto e estudado no assunto, apreciamos a autenticidade.  Jã não sabemos identificar o amor autentico. Ficou mais fácil a comercialização do falso amor. Estamos entre o relativismo moderno, na qual a experiência do amor é sempre e unicamente subjetiva. Barreira intransponível e  paradoxo do agir humano.

Demonstrar a autenticidade do amor não é igual a de uma obra de arte. É preciso ter um olhar mais que de um especialista, um olhar Divino. Somente Deus, unicamente ele pode ser testemunha do amor autentico.  Mas essa verdade que me enche de confusão e certa angustia me diz que não poderei provar o meu amor a ti. Porem confortante pelo fato que o criador do amor, Deus,  será a testemunha de que eu te amei verdadeiramente durante toda a minha vida.

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