Advento: Conversão do Coração (II)

Ir. Marlon de Souza, LC

Chegamos ao segundo domingo do advento!
Depois de uma semana em que nos comprometemos com uma vida de oração é momento de acrescentar outro propósito, sem deixar de lado o primeiro, porque através da oração podemos levar adiante os propósitos em nos diversos âmbitos de nossas vidas.

Antes de iniciarmos nossa reflexão, leiamos o Evangelho deste domingo e depois concluamos com um compromisso concreto para esta semana, dando assim continuidade a nossa preparação para o Natal do Senhor.

O Evangelho deste 2º Domingo do Advento é o de Lc 3,1-6

ª No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes administrava a Galileia, seu irmão Filipe, as regiões da Itureia e Traconítide, e Lisânias a Abilene; quando Anás e Caifás eram sumos sacerdotes, foi então que a palavra de Deus foi dirigida a João, o filho de Zacarias, no deserto. E ele percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados, como está escrito no Livro das palavras do profeta Isaías: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas; as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados. E todas as pessoas verão a salvação de Deus’”.

Lendo esta passagem evangélica podemos ficar um pouco confusos com a excessiva informação de dados históricos expostos por São Lucas. Devemos considerar o esforço que o evangelista fez ao investigar de um modo minucioso, para nos colocar em um contexto, a história de Jesus e por isso sabermos exatamente quando João Batista iniciou sua pregação. Pregação que convidava a uma “Conversão para o perdão dos pecados”.

Compromisso Semanal:
Por isso, escutando o convite de João Batista, façamos este propósito de conversão do coração, e para isso alguns passos bem concretos: 1º Durante esta segunda semana,  coloquemo-nos na presença de Deus, por meio da nossa oração; façamos um balance de como estamos vivendo nossas vidas, analisemos nossas faltas; 2º Nos arrependamos internamente por todo que temos feito de errado, que tem afastado o nosso Coração do Coração de Deus, esse Pai de Misericórdia; 3º Depois, busquemos em um momento oportuno, se possível antes do Natal, fazer uma boa confissão.

Para esta semana, os convido a rezar o Salmo 50, chamado “Miserere” (que quer dizer “tende piedade”, que é a primeira palavra do Salmo, antes da introdução). Pedindo a Deus a graça de converter o nosso coração para Ele. Que possamos preparar o caminho do Senhor em direção do nosso coração, endireitar as veredas de nossas vidas para que assim possamos ver a salvação que vem Deus. Que a Virgem Maria, Refúgio dos pecadores, nos acolha em seus braços maternais e nos leve ao encontro do Abraço Misericordioso do Pai, que nos espera para nos perdoar.

Salmo 50:

“Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidão de vossa misericórdia apagai a minha iniquidade. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. Eu reconheço a minha iniquidade, diante de mim está sempre o meu pecado. Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento. Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado. Não obstante, amais a sinceridade de coração. Infundi-me, pois, a sabedoria no mais íntimo de mim. Aspergi-me com um ramo de hissope e ficarei puro. Lavai-me e me tornarei mais branco do que a neve. Fazei-me ouvir uma palavra de gozo e de alegria, para que exultem os ossos que triturastes. Dos meus pecados desviai os olhos, e minhas culpas todas apagai. Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza. De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito. Restituí-me a alegria da salvação, e sustentai-me com uma vontade generosa. Então aos maus ensinarei vossos caminhos, e voltarão a vós os pecadores. Deus, ó Deus, meu salvador, livrai-me da pena desse sangue derramado, e a vossa misericórdia a minha língua exaltará. Senhor, abri meus lábios, a fim de que minha boca anuncie vossos louvores. Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis. Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar. Senhor, pela vossa bondade, tratai Sião com benevolência, reconstruí os muros de Jerusalém. Então aceitareis os sacrifícios prescritos, as oferendas e os holocaustos; e sobre vosso altar vítimas vos serão oferecidas.”

Imagen: Dee MC

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